São Paulo, 8 de junho de 2018

A crise, as eleições e o perigo do populismo

As cenas vistas na última semana, com postos de gasolina sem combustível, desabastecimento de alimentos e serviços públicos afetados pela greve dos caminhoneiros são consequências da má gestão e corrupção desenfreada na Petrobras.

De acordo com o banco americano Morgan Stanley, os desvios da estatal chegaram a R$ 21 bilhões nos anos de governo petista. Os prejuízos foram além: em 2015, a Petrobras despencou do 30º para o 416º lugar na lista de maiores empresas do mundo da revista Forbes.

A atual administração – mais correta, vale sublinhar –, na tentativa de promover uma recuperação rápida, tem feito os brasileiros pagarem um alto (e preocupante) preço.

É fato: não será fácil retomar a antiga forma da Petrobras num estalar de dedos. Por isso, é preciso cautela e consciência por parte do governo de que não se pode atribuir a toda população a recuperação de um mal não cometido por ela. Também vale acrescentar que o atual cenário não é muito diferente do visto no ano de 2013. Se naquele ano a insatisfação com a classe política e o governo teve como mote o aumento da passagem do transporte público, agora temos a alta carga tributária.

O saldo do descontentamento dos cidadãos com a política acarretará em surpresas nas próximas eleições. No entanto, vejo uma ponderação maior no que diz respeito ao cargo de presidente da República, cujos candidatos naturalmente recebem mais atenção por parte dos eleitores. Quero acreditar em uma escolha equilibrada, que represente a somatória do espectro político e não em posições radicais.

O radicalismo, sabemos, levará a novas crises políticas futuras, pois calca-se sobretudo no populismo, o mesmo que fez a ex-presidente Dilma Rousseff congelar o preço dos combustíveis durante seu mandato e gerou prejuízos inacreditáveis, cujos desdobramentos pipocam nos jornais.

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