Opinião

A Paulista é nossa!

Oposição deve ser feita de forma séria. Isso significa que, como vereador de oposição, devo reconhecer atitudes benéficas à cidade e a seus moradores. No domingo, 23, a avenida Paulista fechou pela segunda vez no ano para a passagem dos carros e, ao longo do dia, serviu como via de lazer para pedestres e ciclistas. A iniciativa foi mais um teste da prefeitura, que estuda fazer disso uma ação permanente.

A princípio, fiquei preocupado com o impacto que a interrupção aos veículos pudesse ter na rotina dos hospitais. Felizmente, a resposta dos espaços de saúde não demorou a chegar: respeitando algumas normas de acesso aos complexos médicos, não haveria qualquer problema em fechar a avenida.

A população, por sua vez, respondeu da melhor forma possível: quem passou pela Paulista na ocasião viu apresentações musicais e de teatro, além de crianças, jovens, adultos e idosos se divertindo civilizadamente e aproveitando o dia de sol.

Cartão-postal de São Paulo e palco de momentos icônicos da história da cidade e do país – dentre eles as manifestações das Diretas Já, os protestos de junho de 2013 e os mais recentes contra a corrupção do governo federal – vejo com bons olhos a Paulista ser pioneira na reinvenção do lazer urbano.

Com o sucesso da ação, a administração municipal visa estendê-la a todas regiões da cidade. A ideia, incontestavelmente, é válida, pois dará aos que não podem se locomover até a avenida Paulista a chance de aproveitarem os espaços públicos próximos às suas casas.

No bairro de Pinheiros, fala-se em fechar a avenida Brigadeiro Faria Lima. Não acredito, porém, que seja a melhor opção. A rua dos Pinheiros, com seus bares, restaurantes e opções culturais, além da estação de metrô Fradique Coutinho, teria uma infraestrutura mais preparada para atender os munícipes. Fica a sugestão para a prefeitura, já que São Paulo é de todos e cada um de nós merece desfrutar o melhor dela.

Em tempo: se o fechamento das avenidas para o lazer é extremamente válido, a prefeitura não pode deixar de lado a restauração dos parques e piscinas públicos, que também precisam estar de portas abertas e em plenas condições de atender o público.

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