São Paulo, 23 de fevereiro de 2018

A relação com o Executivo e a responsabilidade de ser vereador

Covas destaca que o PSDB não é um partido de autômatos e que sua postura sempre foi a favor da cidade de São Paulo

No começo de 2017, ao assumir meu segundo mandato como vereador, afirmei em meu discurso que mesmo pertencendo ao mesmo partido do Executivo municipal, este não deveria esperar um ‘amém’ ou um ‘assim seja’ de minha parte. Creio na independência entre os poderes e não sou a favor de conluios e compadrios que visam tudo, menos o interesse público.

A lealdade, por sua vez, é um comportamento que deve funcionar em mão dupla. À frente da presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal – a responsável por verificar, entre outros, a legalidade dos projetos de lei – no ano passado, não me opus a nenhum dos vinte e cinco encaminhados pelo Executivo. Tampouco votei contra os trinta e um que foram a plenário.

Por outro lado, das sete propostas de minha autoria aprovadas na Casa Legislativa, seis foram vetados pela prefeitura. Entre eles, o 151/2014, que buscava a garantia do cumprimento de uma lei federal quanto à contratação de pessoas com deficiência por empresas e o 673/2013, que pedia a comprovação do registro em carteira profissional dos funcionários do transporte público de passageiros, para efeito de licitação pública.

O único que virou lei apenas autorizou a prefeitura a implementar um banco de materiais de construção no município, deixando a seu critério a conveniência de como e quando fazê-lo. Sendo assim, posso dizer que minha relação com a prefeitura é de crédito, e não de débito, como se tem dito.

Como vereador de São Paulo, tenho entre minhas funções fazer leis e fiscalizar a atuação do Executivo. Quando eleito, não sabia se atuaria como oposição ou como situação, e minha postura sempre foi a favor da cidade de São Paulo. Por isso, votei a favor de projetos do PT – então no comando da administração municipal – que me pareciam justos e contra os que me soavam equivocados.

O mesmo faço agora, na gestão do PSDB. Não fui oposição contra tudo e não sou situação a favor de tudo. O motivo: ser vereador é, acima de tudo, ser um representante dos eleitores que lhe confiaram seu voto, e que no meu caso, em que aumentei a votação na reeleição, pedem que minha conduta seja coerente com o discurso eleitoral.

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