São Paulo, 9 de junho de 2017

A responsabilidade do PSDB com o Brasil

Às vésperas do impeachment de Dilma Rousseff, o PSDB apresentou ao então vice-presidente Michel Temer uma carta de princípios, formada por quinze itens considerados fundamentais em um novo governo. O apoio do partido ao futuro presidente se daria mediante o compromisso deste com os mencionados tópicos. Temer o fez e assim, o PSDB integrou a base aliada do governo federal.

Passado um ano, hoje a discussão se dá pela permanência ou não do apoio tucano ao presidente. Discussão esta não calcada no cumprimento dos itens da carta de princípios, mas na lisura do mandatário.

Em que pese a realidade e impressão sobre as denúncias, acredito que deve-se esperar pelo resultado das apurações. Não me parece apropriado antecipar condenações de alguém em processo de defesa – qualquer um que alcance o cargo correria o mesmo risco –  menos ainda por não ter havido, por parte do presidente, uma contrariedade aos quinze princípios.

Mais: é importante lembrar que durante o pré-impeachment da ex-presidente o país ‘andou de lado’. Os efeitos na economia foram brutais e a estagnação afetou a vida de todos os cidadãos.

Temos pela frente um ano e meio até um novo nome ocupar o cargo, portanto não me parece prudente abandonar o barco agora e deixar o Brasil à própria sorte por tanto tempo.

A responsabilidade do PSDB hoje não é eleitoral. Não temos de pensar se o eleitor de 2018 quer ou não que as pessoas saiam do governo Temer. Nas atuais condições, a saída do presidente resultará em outro grito de ‘fora’, destinado a um próximo ocupante da cadeira de presidente, enquanto o país fica à mercê da própria sorte.

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