São Paulo, 18 de abril de 2019

Artigo: 1999-2019

Vereador relembra da inauguração do Complexo Cultural Julio Prestes, entregue por seu pai, Mario Covas, quando governador de SP

No dia 21 de abril de 1999, a obra de restauro da Estação Julio Prestes, que daria origem ao Complexo Cultural Julio Prestes, estava 99% concluída para a inauguração que aconteceria no dia 9 de julho do mesmo ano.

Meu pai, Mario Covas, governador do estado de São Paulo na época, visualizava a estação como um espaço ideal para apresentações sinfônicas, uma vez que faltava ao Brasil lugares adequados para esse fim e porque a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Osesp, não possuía um centro permanente.

Pois naquele 21 de abril, a pedido de Mario Covas, a Osesp realizou um concerto especial na Sala São Paulo para os 700 funcionários que trabalharam na reforma do local, e para suas famílias.

A ocasião serviu também para testar o teto afinável móvel, formado por 27 placas de maneira e que pode ser adaptável aos diferentes tipos de música, favorecendo a acústica de cada uma.

A sala, que tem capacidade para 1.500 pessoas ficou lotada e foi muito legal ver todas aquelas pessoas ali, muitas experimentando pela primeira vez um programa como aquele e bastante emocionadas não só pelo concerto, mas por terem feito parte da história daquele lugar e de o terem tornado algo tão especial para a cidade.

E agora, vinte anos depois, novamente no dia 21 de abril, data em que meu pai comemoraria 89 anos de vida, ele será homenageado, na Sala São Paulo, com um concerto especial para convidados realizado pela Osesp, com o mesmo maestro e o mesmo programa da apresentação de 1999.

Meu pai governava para todos. Nunca foi ligado às artes ou à música erudita, mas sabia que a posição que exercia implicava em ter a oportunidade de olhar pela área de cultura. A Sala São Paulo, hoje tida como um dos melhores espaços de concertos no mundo, é parte do legado dele. E isso me dá a certeza de que nós, homens públicos, devemos ter nossas convicções e defendermos o que julgamos correto, mas ao ocuparmos um cargo Executivo, lembrarmos que não estamos lá para tratar só de alguns.

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