São Paulo, 23 de junho de 2017

Concessão do Pacaembu é tema de audiência pública

Reunião foi convocada pela Comissão de Constituição e Justiça e presidida pelo vereador Covas

Foi realizada nesta quinta-feira, 22, uma audiência pública convocada pela Comissão de Constituição e Justiça para debater o projeto de lei 364/17, de autoria do Executivo. Este dispõe da concessão do estádio do Pacaembu, a ser realizada no âmbito do Plano Municipal de Desestatização.

Presidida pelo vereador Mario Covas Neto, a audiência contou com a presença do secretário municipal de Desestatização e Parcerias Wilson Poit. Em sua explanação sobre o projeto, ele destacou o alto custo da manutenção do Pacaembu – cerca de R$ 9 milhões ao ano – aos cofres públicos e a deterioração das instalações do estádio e do centro poliesportivo que faz parte daquele complexo.

Também explicou algumas particularidades do projeto, que nas palavras de Poit, ‘não deve deixar o estádio no padrão FIFA’. Segundo ele, a ideia é reformá-lo respeitando os critérios de tombamento, mantendo sua vocação esportiva e prepará-lo para receber eventos de outras modalidades além do futebol, como tênis e rugby.

Economia de recursos públicos

Os interessados em obter a concessão do Pacaembu podem se inscrever até o dia 3 de julho. A partir desse prazo, a prefeitura estima conceder 60 dias para que cada um deles apresente seu projeto para o espaço. “As funções sociais do Pacaembu e as visitações serão mantidas”, afirmou Poit.

Questionado por vereadores e munícipes – entre eles membros da Associação Viva Pacaembu – quanto ao prazo da concessão, o secretário respondeu que neste momento ele não é especificado, mas quando a licitação for publicada todos os prazos e contrapartidas serão detalhados. “Deixamos em aberto neste momento pois alguns projetos podem levar até quinze anos para serem implantados completamente”, explicou.

A concessão do Pacaembu, de acordo com a prefeitura, é importante para a economia de recursos públicos, que serão direcionados às áreas de saúde, educação, mobilidade urbana e habitação.

“Tornar o Pacaembu um local seguro, com boa infraestrutura e boa instalação elétrica já será um grande lucro”, destacou Wilson Poit.

Esta foi apenas a primeira audiência pública realizada sobre o tema. Diversas outras acontecerão, não só na Câmara Municipal, e todas abertas à participação dos munícipes. “Espero transparência em todas elas e também nas propostas feitas”, sublinhou Heleza Mafez, da Viva Pacaembu.

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