São Paulo, 19 de maio de 2017

Covas em debate da TV Folha

O vereador Mario Covas Neto participou nesta sexta-feira, 19, de um debate promovido pela TV Folha sobre como a crise política afeta os partidos.

Mediado pela jornalista Anna Virginia Balloussier, a conversa reuniu também o colunista da Folha de São Paulo Marcelo Coelho e o deputado estadual José Américo (PT).

O primeiro assunto abordado foi um possível direcionamento da Operação Lava Jato para prejudicar nomes do Partido dos Trabalhadores, hipótese refutada por Covas. ‘Se fosse assim, não teria acontecido o que vimos agora com o PMDB e o PP’, afirmou.

Segundo o vereador, não se pode diminuir o processo de investigações da Lava Jato, sob o risco de manter o cenário político atual inalterado. ‘O resultado de tudo isso será uma depuração da política e dos homens públicos’.

‘Nem todos são iguais’

Ainda na questão da ‘seletividade das investigações’, Mario Covas Neto discordou de Coelho quando este afirmou que ‘todos os partidos fizeram a mesma coisa’, referindo-se a irregularidades. ‘Isso não é uma questão partidária. Eu sou presidente do diretório municipal do PSDB e nunca fiz nada disso’. Américo concordou com a fala do colega.

Sobre o financiamento das eleições, Covas discordou do deputado quando este defendeu que este seja custeado com verba pública. ‘Um país pobre e com tantas necessidades não pode, a cada dois anos, financiar candidatos. Para mim isso não faz sentido’. Para ele, um financiamento misto é uma opção a ser avaliada.

Populismo

Quando o assunto foi a bipolaridade partidária PT-PSDB que acaba por impulsionar radicalismos, Covas afirmou que há linhas de frente na política, como o deputado federal Jair Bolsonaro, o PSOL e a Rede que buscam se distanciar da classe política, ainda que a façam. Questionado se o prefeito de São Paulo João Doria faz parte desse grupo, o tucano diz que a lógica é diferente, e se aproxima mais da que elegeu o ex-prefeito Fernando Haddad. “O cidadão buscava o novo, e Haddad era a representação dele enquanto Serra era o passado”.

Assista aqui ao debate na íntegra.

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