São Paulo, 5 de maio de 2017

É hora de rever as ciclofaixas

"Não faz sentido trabalhar para agradar um grupo de ativistas que nem sempre representam os ciclistas", diz Covas

Durante os quatro anos da gestão anterior um sem-fim de ciclofaixas foram espalhadas pela cidade apenas para fazer número à iniciativa do antigo prefeito.

Todos os dias ao circular pela cidade é possível se deparar com muitas ciclofaixas abandonadas, com baixíssima ou nenhuma circulação bicicletas, servindo apenas para dificultar o trânsito em algumas vias. Passados os primeiros meses de mandato do atual prefeito, nenhuma mudança nesse cenário foi vista.

Para que a ação seja feita de forma organizada, seria viável que a CET ou o DSV fizesse um estudo quanto ao real uso das ciclofaixas na cidade e eliminasse aquelas claramente abandonadas. Na região central, por exemplo, as bikes são muito mais utilizadas como forma de lazer do que como locomoção – vide o sucesso das faixas aos finais de semana.

Na minha opinião, faz mais sentido trabalhar dessa forma do que tentar, a todo momento, buscar agradar um grupo de ativistas que nem sempre representam os ciclistas. Eu mesmo vejo muitos usuários de bicicletas que, sobretudo à noite, não se servem das rotas das ciclofaixas.

Para citar apenas um exemplo, ao lado da Câmara Municipal há uma faixa para bicicletas completamente inútil, sem qualquer trânsito e que não liga a qualquer lugar. No mais, ela apenas dificulta a passagem de outros meios de transporte, como ônibus e táxis e impede o estacionamento de veículos, até mesmo para repor estoques do comércio local.

Uma alternativa bastante viável para as ciclofaixas são as faixas provisórias, que podem servir à população em momentos pontuais ou a implantação de ciclovias, mais seguras e que não concorrem com os demais veículos que transitam pelas ruas.

Fato é que a cidade não pode ficar à mercê de uma política pública que serviu apenas para propósitos eleitoreiros. O uso racional das ruas de São Paulo é urgente!

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