São Paulo, 1 de fevereiro de 2018

Lula, condenado

Nos últimos dias, o julgamento de Lula dominou os noticiários e rodas de discussão em todo o país. Os desembargadores da 8ª turma do TRF-4 optaram, por unanimidade, em manter a condenação do juiz Sergio Moro e ampliar a pena para 12 anos e 1 mês de prisão, inicialmente em regime fechado.

Na visão da Justiça, as provas contra Lula eram inequívocas, e ao contrário do que os defensores do ex-presidente pregam, não é possível falar em decisão política ou em perseguição. Alguns meses atrás, o próprio juiz Moro o absolveu das acusações de crime de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial. O motivo: falta de provas suficientes da materialidade.

O resultado do julgamento de Lula e todas as demais investigações e condenações aplicadas a parlamentares envolvidos em atos suspeitos ou ilícitos mostra que, finalmente, o Brasil é passado a limpo. Todos os que fizeram algo irregular devem responder por isso, independente de serem homens públicos ou não. Em se tratando de pessoas poderosas especificamente, elas são simbólicas para a nação, para o bem ou para o mal, mas não devem e nem podem ter tratamento diferenciado dos demais cidadãos.

No que diz respeito às eleições, findado o julgamento em Porto Alegre (por volta de abril, graças aos recursos ainda cabíveis), Lula deve ser enquadrado na Lei Ficha Limpa, tornando-se inelegível.

Em uma visão particular, ao contrário dos meus colegas de partido, que dizem preferir disputar o pleito com o ex-presidente para vê-lo derrotado eleitoralmente, creio que tal processo é algo muito sério e de extrema responsabilidade. Como já avançamos em não permitir que candidatos com ficha suja disputem eleições, não há porque tratá-lo de forma diferente de outros condenados excluídos da disputa eleitoral. Isso é dar privilégio a quem não merece.

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