São Paulo, 19 de janeiro de 2018

Covas é entrevistado pela TV do Grande ABC

Ao falar das eleições 2018, Covas defendeu que PSDB apoie candidatura do vice-governador Márcio França, do PSB, ao comando do estado de SP

A conquista da Presidência da República pelo PSDB nas eleições de 2018 e a postura que os tucanos devem adotar em relação ao vice-governador Márcio França, postulante ao governo do Estado de São Paulo, foram alguns dos assuntos abordados na entrevista do vereador Mario Covas Neto à TV do Grande ABC nesta segunda-feira, 15.

Covas, que foi presidente do diretório municipal do PSDB São Paulo até maio do ano passado, afirmou que o partido precisa ter como projeto prioritário a Presidência da República. Para isso, Geraldo Alckmin, possível candidato da sigla à disputa, não pode encontrar um ‘palanque dividido’ no estado.

A melhor saída, segundo o vereador, seria o apoio tucano à candidatura de Márcio França no lugar da apresentação de um nome próprio para a disputa. “Nunca veio uma resposta sobre o processo de prévias e hoje o PSDB não tem uma candidatura clara”, destacou.

Fortalecimento de Geraldo Alckmin

A série de alianças já feitas por França é outro fator importante, na opinião de Mario Covas Neto. O vice já anunciou ter apoio de várias legendas, enquanto o PSDB segue isolado. “A aliança PSB-PSDB é inédita em São Paulo, e seria bom para nós uma reaproximação com o campo da esquerda. Estar próximo ao PSB daria essa condição”.

Tal posição do vereador mira sobretudo o fortalecimento de Alckmin, atual presidente do PSDB. “Imagine que o PSB decida apoiar outro nome para a Presidência e cobre do vice-governador Márcio França que faça o mesmo. Para o Geraldo Alckmin isso seria péssimo”.

Na visão do parlamentar, não há nenhum problema no fato dos tucanos ficarem de fora das eleições estaduais em São Paulo neste ano. “Se o PSDB fizer uma aliança com o Márcio França, daqui quatro anos teremos uma situação muito parecia com a atual, com um vice [tucano] podendo se candidatar à sucessão”, projeta.

João Doria

Ao comentar a defesa por parte de alguns da candidatura do prefeito João Doria ao governo de São Paulo, Covas acredita que a população não veria isso ‘com bons olhos’. “Alguém eleito para fazer uma boa gestão abandonar o cargo para se candidatar a outro cargo prejudicaria até a imagem criada [por Doria]”.

Segundo ele, o prefeito tem de ficar os quatro anos à frente da prefeitura para afirmar seu mandato. “Além disso, o programa de concessões e privatizações ainda não aconteceu. Deve acontecer ao longo deste ano para ter mais receita e investir no que é importante nos dois últimos anos da gestão”.

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