Opinião

Quem vai pagar a conta da bagunça petista?

A falta de habilidade do prefeito em desempenhar a função de zelador da cidade não é novidade para o morador de São Paulo. Desde o começo do mandato, em 2013, trapalhadas e uma série de promessas não cumpridas marcam a gestão petista.

Nos últimos meses, quem ainda tinha alguma dúvida a respeito da incapacidade do ‘homem novo do PT’ de lidar seriamente com assuntos vitais ao dia a dia do cidadão tratou de eliminá-la graças a uma enxurrada de improvisações amadorísticas.

O mais recente deles refere-se às placas de trânsito. Um exemplo do que quero dizer está na avenida República do Líbano, na zona sul. Nela, é exibido o seguinte aviso em uma sinalização: “na conversão prioridade sempre do ‘pedrestre’”. Das duas uma: ou a prefeitura simplesmente não se atenta à qualidade do material produzido com o dinheiro do contribuinte, ou o prefeito, que anteriormente foi ex-ministro da Educação, está criando um novo vocabulário.

Governando na base do improviso, o PT conseguiu até descaracterizar o serviço de tapa-buraco, transformando-o na “operação coloca cone”. Isso porque no lugar de cuidar do recapeamento do asfalto nas vias danificadas, a prefeitura passou a dispor nelas cones coloridos para alertar os motoristas. Problema é que os tais cones passam dias no mesmo lugar e o restauro demora cada vez mais a acontecer.

A questão das árvores é outra barbaridade. No mês de março, a administração municipal ordenou o plantio de várias delas no meio de uma avenida de grande movimento em Cidade Patriarca, na zona leste. Fincadas no asfalto, as árvores favorecem a danificação do pavimento à medida que crescem, podendo afetar também o sistema de esgoto. Mais: como não possuem a devida sustentação, têm grande risco de cair por conta das chuvas ou ventos mais fortes.

Irônico, para não dizer trágico, é o fato de a prefeitura não demonstrar o menor cuidado com as árvores antigas da cidade. Apenas entre dezembro passado e fevereiro deste ano, mais de 1.700 delas caíram pela falta de manutenção aliadas às tempestades comuns no começo do ano.

Já as ciclofaixas merecem um capítulo à parte, tamanha a quantidade de atrocidades que reúnem. Em fevereiro, a Justiça mandou a prefeitura retirar uma ciclofaixa que passava em frente a um colégio e causava riscos aos alunos que transitavam pela rua. Na decisão, a juíza responsável pelo caso destacou a “falta de planejamento da gestão municipal para implantação das ciclofaixas”.

Corroboram essa observação as faixas para bicicletas que terminam em muros (presentes em bairros como Freguesia do Ó e Morumbi); outras que não possuem relações entre trechos, ligando o nada com lugar nenhum, e aquelas que não atendem ninguém – caso da presente na rua França Pinto, na Vila Mariana, zona sul, onde ciclistas simplesmente não são vistos.

Tudo isso e mais outros problemas de execução das ciclofaixas chamou a atenção do Ministério Público, que entrou com uma ação, acatada pela Justiça, pedindo a paralisação de todas as obras das faixas na cidade de São Paulo, salvo a da avenida Paulista.

Por falta de planejamento e estudo de impacto viário, a atual gestão não poderá fazer novas ciclovias, o que, na realidade, era apenas questão de tempo até acontecer. Faltando quase dois anos para a gestão petista chegar ao fim, me pergunto até que ponto São Paulo continuará a ser tratada como cobaia pela administração municipal e quanto tempo levarão os futuros prefeitos para organizar o caos deixado pelo ‘homem novo do PT’. É uma lástima, mas o retrabalho será inevitável.

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