São Paulo, 19 de janeiro de 2018

Recuar para avançar

"PSDB deve focar na conquista da Presidência da República", diz vereador

Cedo ou tarde, todos deparam-se com uma situação em que dar um passo atrás para dar dois à frente é a solução mais prudente. Atualmente, o PSDB vive exatamente isso a respeito das eleições para o governo do Estado de SP.

Algumas alas do partido defendem a indicação de um nome tucano para concorrer ao cargo, enquanto outras (e aqui me incluo) acham prudente o apoio à candidatura do vice-governador Marcio França, do PSB. A sublinhar: não há qualquer animosidade em relação ao PSDB por trás desta opinião. Pelo contrário.

Hoje, o PSDB precisa focar em um projeto prioritário: conquistar a Presidência da República. Ter Geraldo Alckmin no comando do país é imprescindível para a reversão do quadro de instabilidade política e econômica visto há anos. Alckmin é um governante moderado e de grande responsabilidade que pode como ninguém guiar o Brasil rumo à estabilidade há tanto perdida. Em nome disso, concessões devem ser feitas.

Apoiar Marcio França, que desempenhou seu posto de vice-governador com total lealdade, é um passo fundamental para garantir a Alckmin um palanque forte em seu estado de atuação. Mais: uma aliança do PSDB com o PSB, sigla notoriamente alinhada à esquerda, seria muito produtivo para os tucanos – afinal, para ser centro é necessário um equilíbrio dos dois lados.

Cabe sublinhar também o atraso do PSDB em definir um nome para disputar o governo de São Paulo – nenhuma posição sobre o processo de prévias foi adotada até agora. O PSB, em contrapartida, já anuncia uma sólida aliança com ao menos sete partidos.

Em outro cenário, ao aliar-se a França colocando ao seu lado um vice tucano, o PSDB pode, em quatro anos, ver esse vice apresentar-se à sucessão do cargo, situação muito parecida com a vista neste momento.

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